TAP ? tep, tip, top, tupperware

ou tipos dum outro planeta ?

Segundo a prestigiada The Planetary Society de que Carlos Sagan foi co-fundador, os custos do projecto Perseverance Rover, a sonda enviada a Marte com total sucesso este mês de Fevereiro, foram em sumário break-down:

Perseverance Rover, total de custos de desenvolvimento : USD 2,2 mil milhões.

Lançamento pelo foguetão Atlas V 541 : USD 243 milhões.

Operações da missão (2 anos) : USD 300 milhões

TOTAL : USD 2,725 mil milhões = EUR 2,290 mil milhões.

É o custo total do projeto, ou Custo do Ciclo de Vida (LCC na terminologia da NASA), inclui os custos de desenvolvimento da espaçonave (ou seja, o projeto e a construção), veículo de lançamento e trabalho de processamento e operações para a missão principal de 2 anos.

Este total não inclui os custos do helicóptero Ingenuity, que custou USD 80 milhões para projetar e construir e USD 5 milhões para 30 dias de operação. Este projeto é uma demonstração técnica, financiada por uma conta separada do próprio Rover e corresponde à taxa de câmbio actual, a EUR 71,5 milhões.

Números grandes podem parecer abstractos ou absurdos, mas então aqui está uma maneira mais intuitiva de caracterizar o custo total desta missão a Marte do Perseverance.

O custo total do rover Perseverance é equivalente a … apenas 67% do que nos vai custar a restruturação da TAP só em 3 anos, até 2024. Falta saber o que vem a seguir.

Com todo este nosso dinheiro, dinheiro dos eternos escravos contribuintes, a nossa governance podia ir a Marte e se calhar somar mais duas viagens à Lua e volta. Batíamos, nesta demanda, os E.U.A., a China, o Japão, a Índia, os Emiratos, todos e tudo. Para além de conquistarmos os mares, conquistavamos os céus (que Fernando Pessoa me perdoe a sarcástica paráfrase).

O Rover Perseverance vai retornar amostras de Marte para o Planeta Terra em 2031.

A nossa nave “Geringonça XXII.gov.pt.come” só pode preparar e retornar impostos desde hoje mesmo até aos nossos tetranetos.

Tetranetos que entretanto já se devem ter mudado para Marte, para nem sequer verem a sombra destas iluminadas criaturas, a quem os marcianos chamam unidades biológicas de carbono, a que normalmente nós, terráqueos, chamamos outros nomes.

José M. Barbosa

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