Modelismo um hobby ou….

Estórias da História

Através de uma simples busca na internet podemos encontrar várias definições de modelismo. Como exemplo destacamos esta:

Modelismo é a recriação, em escala reduzida, de modelos de carros, navios, aviões, helicópteros, comboios e até mesmo personagens (figuras), entre outros. Essas recriações podem destinar-se a atividades profissionais, mas, geralmente têm caráter recreativo”, cujo complemento podemos acrescentar que “cada modelo recriado obedece a escalas específicas, normalmente escalas lineares que servem para estabelecer uma relação entre as dimensões do objeto real e do modelo recriado. Para fins de lazer, destacam-se o ferro-modelismo, o ‘plastimodelismo’, abrangendo modelos de aviões navios e figuras. Para uso profissional, destaca-se o uso de modelos e maquetes para levantamento de dados como flutuabilidade, resistências mecânicas, aerodinâmicas, hidrodinâmicas etc.

Mas, para o modelista, tal não basta. A possibilidade de representar à escala cenas e episódios históricos ou, mesmo cenários da vida cotidiana é uma paixão sem precedentes.

Ora vejamos, a representação de um episódio passado encerra em si mesmo toda uma envolvente de investigação histórica (sim!…. consultar e investigar!) para de uma forma o mais realista possível se demonstrar e mostrar como o passado se “passou”. O ter cuidado com os pormenores…. a representação à escala de uma forma fiel tudo que o modelista pretende mostrar, tendo sempre em mente o perfeccionismo da “realidade” de tal forma que não se consiga distinguir o modelista do modelo.

Citando um modelista, tudo se resume à “… preservação da memória dos povos e consequentemente, a transmissão do conhecimento, que a humanidade atingirá a plenitude das ideias e da ciência. Deste conhecimento, preservam-se as identidades, percebe-se a transformação política e económica das nações, encontrando, assim, o equilíbrio de forças, que podem mudar o Mundo.”

A prática do modelismo atravessa gerações até da mesma família, como a representação de uma embarcação da Marinha Portuguesa ( Torpedeiro n.º2 ) do princípio do séc. XX.

Construido com restos de latas de sardinha por Guilherme Firmino por volta de 1910 e restaurado pelo bisneto no principio do séc. XXI.

Na foto : Guilherme Soares Duarte Firmino a bordo do seu Rebocador Teodoro ao largo de Matosinhos.

Autor e data desconhecidos

A representação de cenas bélicas é o mais comum no hobby modelístico, não porque quem pratica este passatempo seja adepto da guerra ou violência, mas com atrás se referiu “… a preservação da memória dos povos…” é importante para a sua não repetição.

Representação de Militares de operações especiais inglesas, na Segunda Guerra, onde actuaram no deserto por volta de 1942 – 43 (SAS – Special Air Service)

A Força Aérea Portuguesa também é motivo de representação

O Modelismo naval, uma das classes importantes, em que o exemplo apresentado é o navio francês do séc. XVIII “La Toulousaine”.

La Toulousaine

A particularidade deste modelo é que foi feito apenas tendo como base os planos do navio, obtidos a partir do Museu de Marinha Francês. Todas as peças forma “construídas” pelo modelista. Tem como particularidade o casco em cobre com a colocação de 4800 rebites o que reproduz fielmente o modelo real.

Pretendemos com esta pequena resenha sobre este hobby, abordar ao de leve o que representa o modelismo. Muito fica por dizer ou mostrar. A comunidade modelística portuguesa é vasta e está representada por algumas associações que funcionam apenas com a boa vontade e carolice dos seus membros. Os apoios são insignificantes, mas estaremos sempre presentes para mostrar e contar estórias… da História.

João Carlos Tavares
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