Violento sismo no Japão

The Japan Times

Um violento sismo de magnitude 7,3 atingiu a costa de Tohoku no final deste sábado, deixando pelo menos 30 pessoas feridas e destruindo várias centrais de energia. O terremoto, que mediu um forte 6 na escala de intensidade sísmica japonesa – o segundo nível mais alto – sacudiu as prefeituras de Miyagi e Fukushima na região de Tohoku. Nenhum aviso de tsunami foi emitido.

Houve feridos registados nas prefeituras de Miyagi e Fukushima, mas não está ainda claro se alguém ficou gravemente ferido.

Jornal The Sun
 Koriyama, Fukushima

Em todo o país, pelo menos 950 mil casas estavam sem energia até à meia-noite (15 horas em Lisboa), disse o porta-voz do governo Katsunobu Kato em conferência de imprensa. Kato disse mais tarde que várias centrais de energia no país estavam desligadas.

Escritórios da KYODO NEWS

O sismo, que também foi sentido em Tóquio, onde registou um 4 na escala japonesa, ocorreu por volta das 23h07 (14:07h em Lisboa). O epicentro foi na costa de Fukushima, cerca de 220 quilômetros (135 milhas) ao norte de Tóquio. O epicentro foi estimado a uma profundidade de cerca de 55 quilômetros.

Lisboa é a segunda cidade europeia com o maior risco sísmico.

Há 250 anos que Lisboa não tem um terramoto.”Não conseguimos prever quando será o próximo mas quando vier será muito forte”, “, refere o engenheiro sísmico Mário Lopes, professor no Departamento de Engenharia Civil do Instituto Superior Técnico. Em Portugal o risco agrava-se pela “falta de prevenção e de fiscalização da construção e da reabilitação de edifícios que não inclui o reforço sísmico das casas, que está previsto num regulamento de 1958”.

Segundo Alfredo Campos Costa, chefe do Núcleo de Engenharia Sísmica e Dinâmica de Estruturas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC): “Temos um parque de edifícios velhos e desocupados em Lisboa e Setúbal e algumas dessas casas estão a ser reabilitadas. Ou seja, estão a colocar pessoas a viver nessas casas o que é aumentar o risco”.

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