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“Desconfinando”

Cães como nós.

Dois meses de confinamento, dois meses desta companhia desinteressada pelo isolamento que nos privou da liberdade mas com toda a razão, só um estar perto, sempre iguais a si mesmos, os animais de companhia que afinal são todos os animais. Sempre atentos, sempre amigos. Sem qualquer tipo de ambição, só pediam como sempre, uma mão que lhes faça festas na cabeça. O melhor amigo do Homem ? Sem qualquer margem para dúvida. Permitam-me apresentar-lhes o casal de Rafeiros do Alentejo, Sansão e Dalila, o Serra D’Aires Barama e o Rafeiro de gema (como eu), o Simba, fará 22 anos em Agosto. Não posso nem devo falar sobre cães quando o grande Manuel Alegre já disse tudo no poema “Cão como nós” que aqui reproduzo.

Como nós eras altivo
fiel mas como nós
desobediente.
Gostavas de estar conosco a sós
mas não cativo
e sempre presente-ausente
como nós.
Cão que não querias
ser cão
e não lambias
a mão
e não respondias
à voz.
Cão
Como nós.

Manuel Alegre – “Cão como nós”, dedicado ao seu cão Kurika.

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