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Não se fazem omeletes sem ovos

Muito menos sem galinhas para porem ovos.

Ouvimos os comerciantes locais, ouvimos Amigos e gentes que vieram aqui, uns esforçados numa presença marcante na XVI Feira Medieval de Mões outros visitantes sempre bem vindos a Mões.

A crítica foi sobretudo falta de animação, falta de divulgação. Mas o balanço foi e é positivo.

Na nossa modesta opinião, correu bem a Feira. Não é possível fazer omeletes sem ovos, muito menos sem galinhas poedeiras. A organização da Feira Medieval faz muito com muito parcos recursos, já o ano passado o dissemos. Sem apoios logísticos, pouca massa (EUR), apenas com os simples meios que dispõem e muita carolice e voluntarismo.

Portugal é uma das poucas raízes europeias que podem, orgulhosamente, fazer Feiras Medievais. Porque a nossa nacionalidade remonta a 1140 como todos sabem.

A questão essencial é as entidades competentes e patrocinadoras olharem para a Feira Medieval de Mões como um investimento a 2/3 anos.

É claro que quem é responsável pela organizção, devia ir ver Feiras Medievais como a de Pontevedra, Barbacena, Cantanhede, etc, etc,etc, mas pagos para isto. Para verem, para tirarem notas e ideias, para definirem normas. No entanto, pomos a responsabilidade nos ombros de quem organiza e furtamo-nos (os reponsáveis políticos e até eu como cidadão) a pagar com a dignidade, merecido e igual conforto que têm em casa, irem visitar as Feiras Medievais a Espanha e em Portugal, a ficarem em hotéis sem luxos mas com o suficiente conforto igual no mínimo ao que têm em casa, para depois produzirem um relatório e exigirem os meios necessários para a organização. É assim que se funciona, é assim que as empresas funcionam. Com amadorismo e voluntarismo, com carolice, nada funciona neste mundo globalizado.

A realização da Feira Medieval não pode depender do voluntarismo, tem de ser profissionalizada, com as mesmas pessoas, nada impede antes pelo contrário. Se não se dão meios nem recursos às pessoas, queremos o quê ? Milagres ? Estas pessoas não fazem milagres, sacrificam-se muitas vezes.

Recorra-se ao Turismo Centro, recorra-se às verbas disponíveis via AICEP e intrumentos de divulgação, múltiplos eixos de investimento, patrocinadores privados, para que, com confiança e bondade, possa a Feira Medieval de Mões ultrapassar as fronteiras de Mões e outras, seja divulgada.

A capilaridade do mercado é a abrangência que podemos ter. Isto significa que quanto mais pessoas conseguimos alcançar — quanto maior a abrangência — maior será a capilaride. Só assim a Feira Medieval de Mões pode porque deve, ser notada, até internacionalmente conhecida.

Malta de boa fé a fazer um esforço de carolice, não dá mais, já muito e muito fizeram. Chegou a altura de os apoiarmos para ainda fazerem melhor.

Para que seja possível, é por demais evidente que a organização da Feira Medieval de Mões, tal qual existe, seja dotada dum orçamento competente. Donde vem o dinheiro, é sempre a questão. Vem do orçamento da CM de Castro Daire, vem do Turismo do Centro, vem de tutelas cujas atribuições e competências o abrangem. Resumindo nestra matriz lógica :

  1. Dotar a edilidade local (Junta de Freguesia de Mões) de um orçamento suficiente para a realização da Feira Medieval (daremos um exemplo de orçamento ainda esta semana).
  2. A Junta de Freguesia, porque não dispõe de quadros suficientes e vive “na ponta do lápis”, com parcos recursos humanos, tem o poder de delegar em associações locais a realização de partes ou o todo da Feira Medieval como a Sociedade Filarmónica de Mões, a Casa do Povo de Mões, apenas como exemplo.
  3. Considerando que a responsabilidade da organização desta Feira Medieval tem recaído sempre sobre a SFM, pensamos que assim deve continuar mas com especial atenção a :
  1. Pelo menos dois quadros directivos da SFM (actuais, como o Presidente da SFM, que têm levado a cabo a Feira e têm a experiência necessária) devem ser pagos (num quadro de remuneração por dia de ausência em trabalho para a comunidade) para ir visitar a Feira Medieval de Pontevedra, uma das melhores no mundo (conheço bem, é na 1ª semana de Setembro), outras Feiras Medievais em Portugal que sejam bons exemplos de animação da economia local. Reserva de Hotel de pelo menos 3*, sem luxos mas com o conforto normal a qualquer director de qualquer organização.

Uma quantia, “pocket money”, para despesas normais como alimentação, café, etc. Cerca de 60 euros/dia. Não é possível fazer milagres, pelo menos 60 euros por dia sem necessidade de apresentação de documentos de quitação. Despesas extraordinárias contra documentos como é normal.

  • Todas as despesas de deslocação pagas antecipadamente. Muito fácil de prever uma verba.
  • Estes directores formulariam um relatório breve sobre o que necessitam para a realização duma Feira Medieval 2020 que se venha a transformar numa referência.
  • Deste relatório, seria deduzido orçamento capaz, a ser cabimentado nas contas da Junta de Freguesia de Mões, que pelo seu Presidente, Prof. Marco Andrade, após aprovação pelos seus pares, disponibilizaria as verbas cabimentadas à SFM e eventualmente outras entidades afins, sem fins lucrativos, potencialmente envolvidas na organização.
  • Assim seria tudo transparente e justo diante das tutelas e privados que podem apoiar.

Na nossa opinião deve ser a Edilidade local a gerir o orçamento acima referido, com reporting à Câmara Municipal, com o aconselhamento competente mas sem interferência operacional desta. A Edilidade de Mões deve decidir tudo, só assim há empenho e responsabilidade. Fica tudo mais simples, mais claro. Só assim se conseguirão os apoios necessários. A favor, a experiência da actual organização da Feira Medieval de Mões. Ninguém que venha de para-quedas consegue fazer melhor porque de certeza absoluta lhe faltará a experiência de anos.

Em termos de marketing da Feira muito há para contribuir, para divulgar além fronteira, apoiar e ajudar. Ouvimos algumas opiniões que sobretudo refletiram a falta de animação e de divulgação. Nada é perfeito. Alguém consegue com 6 ovos fazer uma omelete para 1.000 pessoas ? Digam-nos como e deixamos de trabalhar já amanhã.

Era capaz de ser uma boa ideia deixar os visitante votarem no melhor espaço (presença comercial), na melhor exibição e músicos. Depois, atribuir um prémio simbólico, a ver, se uma medalha ou até um prémio pecuniário patrocinado.

A XV Feira Medieval, organizada quase sem orçamento, ficou bem na(s) fotografia(s). Opotunamente serão publicadas, muito trabalho. Mais era impossível. Mas mais vai ser possível se todos quisermos começar já.

1 Comment on this Post

  1. Lopes Pais Artur Jose

    Eu ofereço estadia para virem á feira medieval de Nimes Carcassonne et assim e lá veram o que é uma feira mesmo

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