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“Qualquer dia a casa vem abaixo” … filme do género comédia.

“Qualquer dia a casa vem abaixo” … filme do género comédia.

O fulcro, o buraco negro do desleixo e da incúria, começa e desenvolve-se bem evidente, na sede da junta de fregueses, corrijo, da freguesia. O que devia ser uma instituição da democracia não passa dum horizonte de eventos onde a massa colossal da singularidade política, atrai tudo por gravidade e tudo destrói pelas leis da física da relatividade restrita ao sítio. Ou seja, todos os sistemas referenciais são válidos até não haver referencial nenhum

Para além dum edifício sem um mínimo de manutenção, descurado e com aspecto de armazém de contrabandistas deixado ao abandono numa fronteira esconsa, ainda é de notar o que toda a gente nota. Assinalamos com referência numeral sobre a foto :

  1. Três mastros para bandeiras em aparente risco de falência estrutural. Ferrugentos ao ponto de que nem sequer o Daesh ou Al-Qaeda possivelmente quererem hastear as suas terroristas bandeiras em tal lixo. Consta que a última vez que estes mastros hasteram qualquer coisa foi antes da extinção dos dinossauros.
  2. Duas placas a assinalar “sede da junta de freguesia”. Uma delas em mármore, ainda correspondente à traça e raça de Mões, a outra igual a todas as que vieram substituir toda a toponímia local. Placas em granito polido com letras douradas, muito à semelhança de lápides de cemitério, opção dum mau gosto inqualificável. Quanto custou este atentado ao património público ? A Tribuna de Mões vai saber e publicar.
  3. Um triângulo que supostamente serve para pendurar informação mas que não passa de mais um elemento fora do contexto. Porque não está lá a fazer nada a não ser manter dois arames ferrugentos ao dependuro.
  4. Passadas quase duas semanas sobre a realização do “flop” Feira Medieval, continuam espalhados por Mões os plásticos a anunciar a realização do evento, em que supostamente não eram admitidos plásticos, por o polímero não ser medieval.
  5. A placa que assinala a sede da Banda Filarmónica é praticamente ilegível. Para os excelentes e briosos músicos desta Banda Filarmónica, é de certeza um orgulho e um factor de motivação, os responsáveis tratarem as próprias referências desta Banda Filarmónica, com reconhecimento INTERNACIONAL, como LIXO.

Enfim, uma vergonha para Mões e para quem vem a Mões. Orgulho da Junta de Fregueses, corrijo, da Freguesia.